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sábado, 26 de abril de 2014

Uma Canção De Amor



Poemas : 
Uma Canção De Amor

E a saudade me apertou o peito
De uma tal forma, de um tal jeito
Que não pude conter a contração
Então resolvi te cantar numa canção.

Mas não consegui terminar a confecção
Me perdi no tema, na métrica, no estribilho;
Então eu percebi que era outro o problema
Então eu resolvi te decantar num poema.

Como gosto muito do Gonçalves Dias
Comecei a falar de palmeiras e de sabiás.
Mas eu não queria de forma alguma plagiar
Então eu resolvi desistir de fazer poesias.

Por fim resolvi tentar confeccionar uma missiva
Onde você era uma planta que todo dia vivifica
Que me arrebatou dos meus sofrimentos medonhos
Que me beijou tanto, que me senti no reino dos sonhos.

Nos sonhos tudo me era mais divertido e diferente
Ganhávamos asas de fartas plumagens e penugens
Uníssonos estavam nossos corações rumo ao ponte
Num horizonte rajado de nuvens cores de ferrugens.

Ah! Nem imagina como é bom sonhar contigo!
Fujo deste mundo e em outro universo apareço
Então eu consigo fazer uma Canção de Amigo
E uma Canção de Amor somente para ti eu... Teço!

Autoria: Gyl Ferries.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=268506#ixzz2zw65H5tS

Lindas suas poesias Gyl.

"se um dia vc vir aqui,
e ñ gostar, retiro".

lts.

Castelos Dos Sonhos

Castelos Dos Sonhos
E te quis, e te sonhei,
Estava dentro de mim
E eu dentro de você
A respiração ofegante
As ranhuras da unhas
Testemunhas do pecado
Que era só nosso.

Não é tudo que eu posso
Nem é tudo que eu queira
Mas um momento só nosso
Juntos ao pé de uma lareira...

Tomando saborosos licores
A luz de amarelecida fogueira
Os corpos exalando suores
Da nossa gostosa brincadeira...

Mãos agarrando o veludoso tapete
Cabelos pelas omoplatas se movendo
O espelho nos refletindo na parede
Nos pélvicos movimentos se mexendo...

Sombras espectrais pela ambiente
Lembrando teatros mambembes japoneses
Dois seres de forma pura e indecente
Que se querem todos os dias e meses.

No fundo uma aranhinha uma rede tece
Anjinhos dourados calados e assistindo
Neste instante o mundo parado parece
Quando se ouve, sem dor, alguns gemidos...

E te quis, e te quero e te sonho e sonhei
Num castelo de sonhos onde era minha
Formosa me amava como se eu fosse rei
Chorando eu te amava... Minha Rainha!

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=267568#ixzz2zw6q05sj


autor: Gyl Ferries.




Tulipas Azuis


Poemas : 
Tulipas Azuis

Desvencilhado daquelas duas tulipas,
Que nunca vi mais azuis,
Num instante de uma intensidade constante
Em meu mar de angústias e solidão...
De minhas vontades esquecidas...
De minha vida mal vivida...
Fiquei à deriva... Vagando
À “Deus dará"...
Não tinha mais um norte...
Fiquei sem recurso de manter um curso
Confiante... Seguro...
Fora do meu rio. Somente tinha
O delta das mãos...
Sem astrolábio, sem Cruzeiro-do-Sul,
Sem constelação... Céu nu...
Carga hercúlea levava minha alma-nau.
Singrando perdida no olvido de minhas
Mais sinceras preferências e. Quimeras...
Sem esperança que brotasse daquelas
Gélidas águas ágatas dos meus inconsoláveis
Sofrimentos...
Vi! Velas Mil!
Todas tinham teu nome, em letras escarlates
Romanas, a fogo do sol furtado,
Com as mãos de todos os deuses,
Todas as letras... Teu nome cravado!
Todas tinham teu símbolo nelas pintado:
Uma rosa de tonalidade roxa trespassada
Por uma metálica espada...
Vinham Velas Mil!
Singrando veloz em um dos meus mares
Nunca dantes navegados...
Mar de ricas e sensíveis esferas
Repletos de sonhos;
Sonhos encantados nunca dantes
Sonhados...
No mais sofrido dos insaciáveis
Dos prazeres,
No acaso do incerto, do improvável,
Do impalpável...
Do \ “in\" dentro do \ “in\"...
Triste mar de angústia que me invade
O coração!...
Mar de ressacas negras e espumantes,
Num indo e vindo desconfortante
Aqui... Dentro de mim!...
Ressecados joelhos opalescentes
Roçando os pedregulhos do chão
De húmus humano...
Olhos fixos e brilhantes no tardar
Do crepúsculo.
No curso eminente do sibérico
Rio gelado russo,
Com minhas mãos eternamente concheadas...
Mãos malhadas em minha face toda molhada...
Arrebatado foi o meu corpo do espaço mais
Que perfeito dos teus rios-braços...
Sonho toda noite contigo...
Minha alma toda roxa sem a tua fica tonta,
Se combate sozinha... Tortura-se...
Todas as minhas feridas se supuram...
Deixa-me na mais pura...
Sonolência...
Sonho contigo...
Mar de angústia e solidão,
Dedos entrelaçados... Voar juntos...
Peter Pan e Wendy...
Neverland...
Ah! Pudera eu sonhar contigo e fenecer!
Sonhar!...
Todos os deuses nos assistindo,
Todos de nós rindo:
Osíris, Tupã, Odin, Jaci...
Voava eu você...
Passávamos sobre um arquipélago
Losângulo caqui...
Mãos dadas...
Só eu e você!
Penélope e Peri...

gyl ferries.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=147870#ixzz2zw7I2cRw




Agonia da Alma








É difícil enter, Porque tamanha raridade Foi entregue a um corpo Num mundo de sonhos vazios Onde a essência Não é ensinada E muito recriminada Tem asas tão grandes Voa bem alto para se alimentar Do brilho dos corpos celestes Enquanto a matéria Presa no quarto solitário Perde a cada dia seu complemento Quem se esforça em ouvir os mais puros sentimentos Percebe o sofrimento e agonia De não ter o que deseja Aquela alma fugidia Que encontrou o que queria E depois perdeu.


 lts.

te amei


Te Amei.


Não quero te prender
Ao meu lado,
Não desejo mudar-te
Quero amar você do jeito
que você é.

Quero lembrar suas virtudes,
Esquecer seus defeitos
E querer ver você feliz,
Mesmo que fiques com outra.
Às vezes construímos grandes sonhos
Em cima de grandes pessoas
Mas com o tempo percebemos
Que grande mesmo eram só os sonhos,
Pois as pessoas eram pequenas demais.
Você é uma pessoa
Que marcou minha vida
Passou e sumiu.

Me pergunto Por que?
Por que tive que te perder?
Foi um momento horrível
Horrível é pouco
Sabe por que?
Porque amava você!
Autora: eu.